Trate-se Bem! Autocompaixão



O sofrimento traz alguns benefícios. Se nunca experimentamos sofrimento, deixamos a vida correr, sem motivação para mudar. Parece bastante verdadeiro o fato de que, quanto mais infelizes estamos, mais motivação temos para mudar.

Se pudermos impedir a mente de surtar, especulando e cismando com desastres, procurando alguém para culpar pela nossa angústia, poderemos ficar só com a experiência dos aspectos físicos do que chamamos de “dor”. Se ficarmos apenas com a experiência da dor, investigando-a de fato, identificando todas as suas qualidades, ela poderá se tornar bem interessante, em vez de algo “insuportável”.


Qual o tamanho do foco dessa dor? Está localizada exatamente onde — acima ou abaixo do crânio? Qual a sua textura — afiada,maçuda, espinhosa ou lisa? Se tivesse uma cor, qual seria? É constante ou intermitente? É comum as pessoas relatarem descobertas interessantes quando param de resistir à dor e passam a investigá-la dessa maneira. A resistência deixa a dor trancada do lado de dentro.

Quando não acrescentamos estresse mental e emocional ao simples desconforto físico, a dor fica livre para mudar e até mesmo se dissipar. O sofrimento também faz nascer a compaixão em nosso coração.

Quando estamos com dor ou sofrendo, esse é o momento perfeito para mudar a direção da nossa consciência de dentro para fora e fazer a prática da bondade amorosa para com todos os que estão sofrendo do mesmo jeito que nós. Por exemplo, se você estiver gripado, pode dizer: “Que todos aqueles que estão de cama hoje, inclusive eu, fiquem bem. Que todos possamos descansar bastante e nos restabelecer logo”.


Da mesma forma que estar doente ajuda a valorizar a boa saúde, quando nos tornamos conscientes de muitos tipos de sofrimento também ficamos mais conscientes do seu contrário, das várias fontes simples de felicidade — os cílios perfeitos de um bebê, o cheiro das primeiras gotas de chuva numa estrada poeirenta, os fachos oblíquos da luz do sol numa sala silenciosa.

Vamos tentar?

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